São Paulo, 06 de janeiro de 2026.
No domingo, dia 04, eu dei bom dia e desejei um ótimo domingo para Jade Maria. Estou com um sentimento misto de felicidade por sentir algo tão forte assim apenas por poucas trocas com ela, mas também uma apreensão por ter medo de espantar a pessoa, né. Ela levou algumas horas para responder e eu gostaria de ter ficado menos ansioso por sua resposta. É ruim essa sensação de esperar alguém te responder, principalmente alguém especial, mas isso é algo meu que preciso administrar emocionalmente. Quando ela respondeu, senti o mesmo clima da noite anterior: amistoso e próximo. Eu tinha um compromisso com amigos, mas era inevitável convidá-la, porque a vontade de vê-la agora está contrária à atual minguante fase lua. Está em plena crescente! Ela estava em outro ritmo, não aceitou e tudo ótimo quanto a isso. Pelo menos, demonstrei meu interesse e pude saber que ela estava bem. Convenhamos, quando gostamos de alguém, saber se ela está bem é tão bom!
Ontem, segunda-feira, dia 05, desejei um bom retorno ao trabalho. Falamos um pouco e, emocionado que sou, convidei para outra empreitada, mas já imaginando outra negativa, afinal era a primeira segunda-feira útil do ano. Mas como diz o versículo “os humilhados serão exaltados”, ela convidou para algo mais para o final de semana. Eu aceitei de coração. Assim, escrevi isso “eu aceito de coração”. Cara, eu sou muito emocionado, credo!
Agora estou aqui, no meu processo de descoberta de mim, tentando registrar essas futuras memórias.
Lembro que em algum momento quando nos conhecemos, ela perguntou se eu escrevo todos os dias. Lembrei naquela hora do quanto é importante esse processo de escrita diária. Também a isso lhe devo agradecimento, porque voltei para a escrever de uma forma mais inspirada. Até então, minha escrita era apenas de versos, poesias curtas, haikais, etc. Agora estou na prosa, na escrita epistolar das cartas para si mesmo.
É bom dar vazão à escrita porque ela nos revela e despressuriza. Já ocorreu em outros momentos da minha vida de escrever uma mensagem super carregada de emoção e não enviar para o alvo daquelas palavras. No dia seguinte, lendo a mensagem, senti-me bem por não ter enviado, pois já nem sentia as mesmas coisas escritas pelo fígado em plena inflamação dos pensamentos. E foi a escrita que ajudou a retirar de mim aqueles sentimentos que me levaram a escrevê-los. Por isso, agradeço à pedra preciosa Jade Maria. Obrigado por me lembrar da escrita em prosa e dos universos possíveis através dela.
Sempre lembre de escrever para si mesmo!
